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VW Jetta 2.5: prazer na direção | 13/2/2007 |


O amigo sorri e diz: você vai se divertir na Serra das Araras. Tem razão. Mas como não antecipar os 11 quilômetros de curvas que separam o Vale do Paraíba da Baixada Fluminense? As inclinações são perfeitas. O concreto não é novo mas continua em bom estado. Falaremos disso adiante, porque a Serra das Araras está a quilômetros de distância e, na minha frente, o que começa é a sucessão de curvas que, na minha opinião, requer a maior concentração da Dutra. Araras, um prazer para o motorista, mas o trecho a partir de Aparecida é o verdadeiro teste do carro. Fusca 62, 1.2 - Minha primeira passagem por aqui foi em 74, como orgulhoso portador de uma carteira de habilitação nova em folha e de um Fusca 62 evidentemente não zero-quilômetro. O motor 1.200 carregava a carroceria com a disposição de um divorciado pagando pensão para a ex e o namorado dela. A suspensão era desatenta. O pedal do freio conversava primeiro com a roda traseira direita. Meu Fusca requeria primeira marcha até para subir a rua da Consolação. Mas pegando a Dutra pela primeira vez, embalado por três quilômetros de reta atrás de mim, entrei no trecho de Aparecida como verdadeiro campeão. Saí, depois de uma freada brusca, uma derrapagem cômica e um quase beijo na traseira de um Mercedes 1313, com uma certa parte inferior da anatomia firmemente abotoada. Nos anos seguintes, antes de ir morar fora do Brasil, aprendi a gostar desse trecho com veículos das mais distintas linhagens e comportamentos: o Opala 4.1, a BMW 2002 tii, o Passat, as motos Yamaha RD 350, Honda 750, BMW 900. As curvas da Dutra em Aparecida são de alta velocidade e têm, em geral, raio constante e boa inclinação. Mas nem todas. Algumas enganam, com raio decrescente no trecho final. Outras terminam em elevação, criando por vários segundos um horizonte cego. Curioso como a frase “O Senhor Conduz” escrita em rebuscada caligrafia branca sobre fundo vermelho no pára-choques do 1313 continua viva na minha memória. Em 2007, muita coisa mudou. O asfalto da Dutra está melhor. A sinalização é clara. E a barreira de concreto que divide as pistas dá um recado imediato: não se distraia, ou o preço vai ser cobrado imediatamente. E vai ser alto. Sem dramas - Eu entro na primeira série de curvas e o que surpreende é a ausência de drama. O Jetta 2.5 que eu estou dirigindo pode não ter o motor dos meus sonhos, mas tem uma suspensão exemplar – firme, progressiva, que inspira segurança. O legendário Ferdinand Piech, quando era presidente da Volkswagen, fazia questão de convidar repórteres para conhecer o Jetta e, no volante, dava voltas arrepiantes pela pista de provas em Wolfsburg. Piech usou no modelo médio da VW todos os truques que aprendeu nos anos 70 como chefe do Departamento de Competição da Porsche e, nas décadas seguintes, com os famosos engenheiros de transmissões e suspensões que eram seus subordinados na Audi. O Jetta dispensa torpedinhos sobre o que fazer. Não exige levantada de pé nem pequenos impulsos na direção para atacar uma curva. Basta continuar com o acelerador bem pressionado, deixar a curva vir de encontro à velocidade do carro e com um movimento, apontar a trajetória desejada. A suspensão se encarrega de transferir linearmente a massa para as rodas externas enquanto os amortecedores evitam vibração harmônica durante o arco. O carro sai da curva como se estivesse farejando o ar, querendo saber "onde está a próxima"? O câmbio Tiptronic completa a experiência de dirigir o Jetta. São três modalidades: totalmente automático; S para esporte e seleção manual de marchas no console. Na cidade, o automático é prático e economiza gasolina. A modalidade S permite mudança também automática de marchas, só que a regimes entre 1.000 e 1.500 RPMs mais altos (dependendo de como o computador lê a permanência e a pressão do pé no acelerador). Isso funciona bem em aceleração, mas não em redução de marchas antes de curvas. Ou seja, o S ajuda quem gosta de apostar corrida em semáforos ou é pobre em habilidade para enfrentar as surpresas do trânsito sem se enrolar com a seleção manual. É a modalidade do "boyzinho". Na estrada, a seleção manual está no seu habitat. É elástica e bem dimensionada, levando em consideração o torque modesto do motor de 5 cilindros em linha. A hipotéticos 120 km/h, a sexta marcha colocaria o motor a 2.200 giros. Na mesma velocidade, uma redução à quinta levaria o motor a 3.000 giros e uma nova redução - à quarta - não ultrapassaria 4.000 giros. Andando a hipotéticos 200 km/h, o motor não estaria além dos 4.500 giros. O limite de giros indicado pela fábrica está aos 5.800 giros. É uma boa flexibilidade para um veículo capaz de levar 4 adultos e bagagem. "Três câmbios" - A limitação do Tiptronic é imposta pelo computador do sistema. Em quinta marcha, entre 4.000 e 4.500 giros, um hipotético motorista não consegue reduzir para quarta, o que elevaria os giros a uma faixa entre 5.000 e 5.500 giros abaixo, portanto, do limite do motor. Em qualquer marcha, os giros podem ser levados com alegria até o limite. Mas em aceleração. Na redução, o computador lê em frações de segundos a vida pregressa do hipotético pé no acelerador e opta por preservar a saúde dos anéis e válvulas. Espera os giros abaixarem para 3.900 antes de efetuar uma redução. É uma atitude severa demais na minha opinião, mas como o cenário é hipotético... O que nos leva à Serra das Araras. Onde as lições da suspensão e do Tiptronic, aprendidas no trecho de Aparecida, servem como uma boa e bem usada luva. O Jetta entra nas inclinações corretas do concreto sem hesitação, sem rolagem de corpo. Os freios não perdem a pressão no pedal. Entre 4 e 5 mil giros, a falta de torque do motor nem incomoda. O Jetta é seguro, correto, com o equilíbrio dos melhores sedans alemães. E é divertido no volante. Pena que a diversão dure exatos 4 quilômetros. Depois disso, os caminhões transformam a descida em procissão ao "Santo" Diesel. A velocidade não passa dos 35 km/h. Pelo menos a vista é fenomenal. Pra que estresse? Os americanos gostam de dizer que se tudo der errado, sempre haverá Paris. Para nós, melhor. Sempre haverá essa natureza esplêndida, não é? FONTE: SITE DA ACSP - ASSOCIACAO COMERCIARIA DE SAO PAULO: www.acsp.com.br




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